Tuesday, April 25, 2006

For You

"No words to say
No words to convey
This feeling inside
I have for you

Deep in my heart
Safe from the guards
Of intellect and reason
Leaving me at a loss
For words to express my feelings

Deep in my heart
Deep in my heart
Look at me losing control
Thinking I had a hold
But with feelings this strong
I'm no longer the master
Of my emotions"

Tracy Chapman

Thursday, April 20, 2006

How to Operate My Brain II

Questionar a autoridade não é pô-la em causa, é compreender o porquê de sua existência.
É nosso dever questionar toda a autoridade por forma a perceber a sua razão de existir!
Como dizia T. Leary, e certamente todos concordaremos, ao longo da existência humana nós (seres humanos) criamos regras e regulamentações, autoridades religiosas, políticas, educacionais por forma a termos ordem e sentido na nossa existência. Somos incapazes de aceitar o caos, a desordem, o desconhecido. Por isso mesmo as mais velhas questões postas pelo Homem continuam a ser as mais pertinentes: "Quem sou eu? O que faço aqui? Qual a razão da minha existência?"...
Esta forma de ver o mundo é totalmente arrogante e egotista, advindo de nossa necessidade de controlo sobre e compreensão do que nos rodeia.
Existirá realmente alguma razão pela qual nossas vidas tenham que ter um sentido profundo e místico? Teremos realmente algum objectivo na vida? E se sim, porquê?

Porque nos custa tanto aceitar que nem tudo tem fazer sentido?

Desde sempre foram as autoridades, de todo o tipo, que nos incutiram um sentido de sociedade, de obrigação, de religião. Foram as autoridades que nos forçaram e condicionaram a forma de pensar e agir de acordo com o conveniente.
Todos os que se atreveram a pensar para além do aceitável em determinada altura foram perseguidos e ostracizados só para serem celebrados com o passar dos tempos.
Não julgo as pessoas por serem um produto dos tempos em que vivem, nem incito a que se rebelem contra tudo o que conhecem. Julgo sim que antes de aceitar-mos cegamente o que nos dizem no dia-a-dia, principalmente nos meios de comunicação social de hoje em dia, nos questionemos porquê.
Questione-mos nossas religiões e compreenda-mos porque as segui-mos. Questione-mos nossos políticos e compreenda-mos porque agem de uma dada forma e não outra. Questione-mos todo o conhecimento que nos é transmitido e compreenda-mos como esse foi adquirido. Questionemo-nos a nós próprios e por fim compreenda-mos quem nós somos.
"Think for yourself, question authority!"

Wednesday, April 19, 2006

Se já não o sabia, voltei a perceber o quão fantásticos os pequenos encontros e reencontros da vida são. Fazem-nos recordar todos os momentos bonitos e esquecer todos os que foram maus, fazem-nos sonhar sobre tudo o que nunca foi e lamentar tudo o que poderia ter sido.

Recordei o mais belo sorriso que já tinha visto e lamento jamais voltar a vê-lo.

Sunday, April 02, 2006

How to Operate My Brain I (Prelúdio)

À alguns anos atrás, e como tantas vezes acontece, através de um infindável número de coincidências, ouvi pela primeira vez parte de um discurso brilhante e brilhantemente simples de alguém que desafiou as barreiras do convencional:
Dr. Timothy Leary Phd.
Ouvi alguém dizer que o verdadeiro génio é aquele que constata o que sempre lá esteve quando todos os outros não o viam. Timothy Leary levou a maior parte da sua vida a experimentar todo o tipo de drogas por forma a alterar e condicionar o estado mental. Apesar de não apoiar este tipo de experimentação, não julgo ser meu lugar condena-lo, mas no fundo, e talvez por levar esta vida para além das barreiras do "normal", terá ele tido tempo para reflectir sobre a vida mundana contemporânea.
Este senhor teve inúmeras afirmações, algumas mais controversas que outras, porém é acerca de um discurso em específico que pretendo divagar.
Este discurso chama-se "How to operate your brain". No fundo é uma odisseia audiovisual desenhada para estimular várias zonas do cérebro humano, cuja versão original é um vídeo, com todo o tipo de efeitos visuais e sonoros no mínimo "surreais".
Descobri Tim Leary ao ouvir uma Música dos Tool. Esta banda, não menos visionária a meu ver, aventurou-se ao, durante um (ou vários) concertos ao vivo, por como introdução à música "Third Eye" parte do discurso "How to operate your brain" e posteriormente editar um álbum ao vivo ("Salival") com esta mesma versão da música.
Ainda me recordo de tomar consciência da verdadeira mensagem subjacente a tudo o resto. Simples, directa e sem necessitar de qualquer tipo de desculpa:
"Think for yourself, question authority".

Only

"I just made you up to hurt myself.
And it worked.

There is no you, there is only me.
There is no fucking you, there is only me!

Only!

And now I know why things aren't as pretty
On the inside."

Trent Reznor