Thursday, April 20, 2006

How to Operate My Brain II

Questionar a autoridade não é pô-la em causa, é compreender o porquê de sua existência.
É nosso dever questionar toda a autoridade por forma a perceber a sua razão de existir!
Como dizia T. Leary, e certamente todos concordaremos, ao longo da existência humana nós (seres humanos) criamos regras e regulamentações, autoridades religiosas, políticas, educacionais por forma a termos ordem e sentido na nossa existência. Somos incapazes de aceitar o caos, a desordem, o desconhecido. Por isso mesmo as mais velhas questões postas pelo Homem continuam a ser as mais pertinentes: "Quem sou eu? O que faço aqui? Qual a razão da minha existência?"...
Esta forma de ver o mundo é totalmente arrogante e egotista, advindo de nossa necessidade de controlo sobre e compreensão do que nos rodeia.
Existirá realmente alguma razão pela qual nossas vidas tenham que ter um sentido profundo e místico? Teremos realmente algum objectivo na vida? E se sim, porquê?

Porque nos custa tanto aceitar que nem tudo tem fazer sentido?

Desde sempre foram as autoridades, de todo o tipo, que nos incutiram um sentido de sociedade, de obrigação, de religião. Foram as autoridades que nos forçaram e condicionaram a forma de pensar e agir de acordo com o conveniente.
Todos os que se atreveram a pensar para além do aceitável em determinada altura foram perseguidos e ostracizados só para serem celebrados com o passar dos tempos.
Não julgo as pessoas por serem um produto dos tempos em que vivem, nem incito a que se rebelem contra tudo o que conhecem. Julgo sim que antes de aceitar-mos cegamente o que nos dizem no dia-a-dia, principalmente nos meios de comunicação social de hoje em dia, nos questionemos porquê.
Questione-mos nossas religiões e compreenda-mos porque as segui-mos. Questione-mos nossos políticos e compreenda-mos porque agem de uma dada forma e não outra. Questione-mos todo o conhecimento que nos é transmitido e compreenda-mos como esse foi adquirido. Questionemo-nos a nós próprios e por fim compreenda-mos quem nós somos.
"Think for yourself, question authority!"

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